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Tesouro direto

Entenda os dois fatores que fazem os títulos públicos oscilarem com mais ou menos força

O comunicado do Banco Central anunciando a redução na taxa básica de juros da economia para 9,25% ao ano gerou efeitos em diferentes mercados, incluindo no Tesouro Direto. Teve título público registrando ganhos acima de 1,5% em um dia, logo na manhã seguinte ao comunicado, como foi o caso do Tesouro IPCA+ com vencimento em 2045. Mas você sabe exatamente quais títulos são mais sensíveis a mudanças de expectativas nas taxas de juros?

Como regra geral, há duas características que influenciam na volatilidade dos preços dos títulos públicos: taxa prefixada e prazos de vencimentos.

– Prefixados: todos os títulos públicos prefixados ou com parte dos rendimentos prefixados apresentam variações mais intensas de preços. Essa frase é válida, portanto, para os títulos públicos Tesouro IPCA+ (NTN-B e NTN-B Principal) e o Tesouro Prefixado (LTN e NTN-F). Isso acontece porque, se existe uma taxa prefixada e as expectativas com relação aos juros caíram, isso significa que o ativo precisará valer mais para pagar essa mesma taxa prefixada.

– Prazo de vencimento: quanto mais tempo para o vencimento, maiores são as oscilações dos títulos públicos. É por isso que ativos com o mesmo indexador podem ter desempenhos bem diferentes. O Tesouro IPCA+ para 2024, por exemplo, registrava valorização de 9,2% no ano até a manhã do dia 27 de julho, enquanto o mesmo papel com vencimento em 2035 marcava alta bastante superior, de 11,5%.

Essas são informações importantes para o investidor analisar se um ativo pode variar mais ou menos de preço. Mas, para entender a direção do papel, ou seja, se ele vai se valorizar ou se desvalorizar, essa análise depende das expectativas do mercado para as taxas de juros futuras: quando as expectativas são de baixa, os títulos públicos se valorizam.

Isso significa que também é possível ter perdas no Tesouro Direto, caso as expectativas do mercado para os juros futuros sejam revistas para cima. Foi isso o que aconteceu em junho, quando o Tesouro IPCA+ para 2045 chamou atenção com perdas de 4,76% naquele mês. No entanto, o investidor somente assume a perda se vender o título público, uma vez que se aguardar a data de vencimento ele sempre receberá o que foi acordado no momento da compra.

Para quem pode precisar do dinheiro a qualquer momento, especialistas costumam indicar o Tesouro Selic justamente porque é o único título disponível à venda no mercado que não é prefixado. Esse ativo segue a taxa básica de juros da economia e, portanto, não corre o risco de fortes oscilações de um dia para o outro ou de perdas em caso de venda antecipada.

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